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"voz poética que fala diretamente ao leitor" - Ruy Espinheira Filho

"Logo os primeiros poemas me agradavam e me estimularam a seguir a leitura... Não resta dúvida que se trata do livro de um poeta, e é isso o que importa." - Ferreira Gullar

"O que me impressionou na poesia de Narlan Matos Teixeira foi a sua consumada arte de lidar com a palavra, sua serva e sua cúmplice, na criação de inesperadas coisas lindas, difíceis de encontrar todo dia." - Herberto Sales

Narlan Matos destacado pela imprensa na Suecia

Narlan Matos homenageado no famoso journal italiano,
Poesia.

Critica do Adenilson de Barros de Albuquerque

Critica do Dr. Jorge de Souza Araujo

  ASSISTA leitura bilíngüe na Druskininkai Festival Internacional de Outono Poético (Lituânia)

Poemas seletos em japonês

Poemas seletos traduzidos para inglês pelo lendário poeta beatnik Michael Palmer

Poemas seletos traduzidos para italiano pelo Giorgio Mobili


Narlan Poet

NARLAN MATOS (Itaquara, Bahia, 1975) – É um dos poetas jovens mais famosos do Brasil. De acordo com o International Writing Program, University of Iowa – o maior programa para escritores do mundo, “Narlan Matos é, talvez, o poeta mais promissor de seu País”. Aos 21, estreou com Senhoras e senhores: o amanhecer!, vencedor do Prêmio Copene de Literatura (atual Braskem) em 1997, e publicado pela Fundação Casa de Jorge Amado. Seu segundo livro, No acampamento das sombras, lhe rendeu seu primeiro prêmio nacional, o Prêmio XEROX de Literatura Brasileira, em 2000.  Aí começa sua escalada internacional, sendo convidado para representar o Brasil em vários festivais internacionais. Em 2002, foi escolhido pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos para representar o Brasil no International Writing Program, University of Iowa. Sua poesia chamou a atenção de poetas lendários como o russo Yevgeny Yevtushenko, os americanos Robert Creeley, Lawrence Ferlinghetti e Michael Palmer – este se torna seu tradutor nos USA - e do esloveno Tomaz Salamun. Seu terceiro livro de poemas Elegia ao Novo Mundo, publicado pela editora 7Letras já foi indicado ao Prêmio Portugal Telecom e traduzido em várias línguas. Ele participa regularmente de inúmeros programas literários e festivais internacionais nos EUA e na Europa. Seus livros já foram traduzidos para o esloveno, lituano, Japonês, Inglês, Espanhol, Sueco, Italio, e Hindu. Fez mestrado na University of New Mexico e doutor pela University of Illinois at Urbana Champaign. Em 2014, um de seus poemas foi lido na Rádio Nacional da Dinamarca. Atualmente é professor no Montgomery College, em Washington, MA.


ELEGIA AO NOVO MUNDO


Tu me perguntas meu amigo
Onde eu estive durante meu longo silêncio
Estive na açucena das canas e na amargura dos canaviais
onde as folhas tremiam de medo dos homens
Os canaviais me sussuraram em gritos horrendos
o sangue amargo que lhe adocicou a boca
As mãos ásperas que lhe enxugaram a face
O canavial que morria de fome antes de completer 27 anos de idade
Das vozes sem estrela que embalavam ao longe línguas estranhas
Ó canavial verde, de que cor é meu sangue vermelho ?
Meu sangue tem medo da morte do açoite da noite
Meu sangue tem medo de mim
Tu me perguntas meu amigo
Onde eu estive durante meu longo silêncio

       Eu estive nos navios negreiros mercantes

que mercaram meu destino até a América até agora

       beberam minhas lendas como se bebe um barril de rum podre
       mercaram cada estrela do céu e do mar infinito
       cada pássaro cada pluma de meu cocar
       e desenharam mapas com meu sangue
       e ergueram totens sobre minha tribo
       e atearam fogo nos campos sagrados do meu povo
       e suas lanças me repartiram as veias em continentes distantes

Tu me perguntas meu amigo
Onde eu estive durante meu longo silêncio

       Estive pelas escumas dos mares nunca d’antes
       Por onde vieram a pólvora a baioneta o espelho a tuberculose a siflis
       Por onde vieram a espada e o elmo
-           As nuvens jamais se esquecerão disso !

No atlântico negro
Nos tombadilhos de velhos navios piratas
Nos cababouços da crueldade humana
Nas prisões da Serra Leoa – que ainda doem em alguma dobra do meu corpo
Em Angola
Na Guiné-Bissau
No Senegal
No Benin

Estive no reino da Guatemala
E na provincia de Yucatán
E na provincia de Cartagena de las  Indias
E nos grandes reinos e grande provincia do Peru
E no novo reino de Granada
E nas ilhas de Cuba e Trinidad
E nos reino dos Aztecas
Onde espadas de brutalidade fenderam meu corpo nu
Onde os cães de caça dos barões das índias se alimentavam dos braços e das pernas de crianças indefesas

Tu me perguntas onde eu estive meu amigo
E somente agora posso quebrar meu silêncio:
Eu estive comigo.

 Livros






Elegia ao Novo Mundo e outros poemas


por Narlan Matos | 7 Letras 2012


No Acampamento das Sombras


No Acampamento das Sombras.


por Narlan Matos | Cone Sul 2001


Vencedor do Prêmio Xerox de Literatura Brasileira (2001)



Senhoras e Senhores


Senhoras e senhores: o amanhecer


por Narlan Matos | Fundação Casa de Jorge Amado 1997


Vencedor do Prêmio Braskem da Fundação Casa de Jorge Amado (1997)



 Antologias que Narlan Matos contribuiu

Poetry of Mens Lives

The Poetry of Men's Lives: an International Anthology.
 

Editado por F. Moramarco & A. Zolynas | University of Georgia Press 2004.

Inclui o poema “My Father’s House”




Midia Poesia


Mídia Poesia 2.


Governo do Estado da Bahia 2005

Inclui o poema “Às vésperas da felicidade”.

 Poesia

 Links


Narlan and Ferlinghetti
Narlan e Lawrence Ferlinghetti

 Notícias


2014: Narlan Matos homenageado no famoso journal italiano, Poesia.

2013: Narlan Matos participa na Södermalms Poesifestival (Suecia)

2012: Narlan Matos participa na Druskininkai Festival Internacional de Outono Poético (Lituânia) - Video1 - Video2

2011: Narlan Matos participa do “Com a Palavra o Escritor”, na Fundação Casa de Jorge Amado.

2011: Leia a matéria no Jornal do Brasil.
 
2011: Narlan Matos toma posse na Academia de Letras Jequié. Leia a matéria.



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